Entrevista ao RRB
Abaixo fica a entrevista que Ilídio Marques do Rock Rola em Barcelos efectuou ao Afonso horas antes do concerto no Kastrus River Klub.
É no último concerto da tour que aproveitamos para ter uma conversa rápida com Afonso Dorido, vocalista e guitarrista da armada sónica, e fazer um balanço do ano que passou. Mais logo à noite, sobem ao palco do Kastrus River Klub, em Esposende, com Nuno Rancho (a voz na letra de Valter Hugo Mãe em «Duzentas Promessas...») como convidado. É um parto de paisagens que não vão querer perder. E, em paralelo, um momento de transição de uma das bandas que a 'nova capital do rock' viu nascer.
É no último concerto da tour que aproveitamos para ter uma conversa rápida com Afonso Dorido, vocalista e guitarrista da armada sónica, e fazer um balanço do ano que passou. Mais logo à noite, sobem ao palco do Kastrus River Klub, em Esposende, com Nuno Rancho (a voz na letra de Valter Hugo Mãe em «Duzentas Promessas...») como convidado. É um parto de paisagens que não vão querer perder. E, em paralelo, um momento de transição de uma das bandas que a 'nova capital do rock' viu nascer.
Um ano depois, e a poucas horas do vosso último concerto, que saldo fazem de 'Fetus in Fetu"?
O saldo é francamente positivo face às nossas expectativas, diria até que a partir de uma certa fase nos surpreendeu a recepção que o disco teve.
Rodaram por todo o país, fazem ideia de quantos concertos deram? E o feedback?
Em geral, o feedback foi crescendo. À medida que fomos tocando, os concertos tinham mais gente. Curiosamente, no interior do país, a recepção foi sempre mais calorosa. Ao todo penso que foram 42...
Nesse tempo de estrada acontecem muitas histórias caricatas que marcam. Queres partilhar alguma connosco?
Uma das coisas mais caricatas que aconteceu, foi estar em Santa Comba Dão às 3 horas da manhã a fazer uma jam interminável com um pianista francês. Quer dizer, interminável até quando me arrebentou uma corda. Lembro-me também de estarmos já bem longe do local de ensaio, já na altura de fazer o sound check e reparares que te faltam os pratos da bateria... e as baquetas.
Quando gravavam 'Fetus in Fetu', sentiam que o disco ia ter a projecção que teve? Sentiram que um produtor como o Paulo Miranda era aquilo vos enchia as artérias?
A projecção que o disco teve foi meses depois de ser lançado. O disco chegou às lojas em Março, mas só a partir do Verão é que começamos a sentir que o disco estava realmente a chegar a bastante gente. O Paulo Miranda é muito profissional, tem muita experiência e ao mesmo tempo já nos conhecia, foi muito saudável trabalhar com ele. É um dos obreiros do Fetus in Fetu sem dúvida...
É uma possibilidade então virem novamente a trabalhar com o Paulo Miranda?
É provável.
"Continuarão a ser um dos tesouros mais secretos desta cidade. Uns diamantes lapidados que apontam independentes, o caminho do rock feito em português" em crítica ao disco no Rock rola em Barcelos.
Este novo trabalho da banda já está a ser preparado?
Sim, na medida em que já há temas a serem cozinhados. Mas o fundamental virá daqui para a frente, será um período em que estaremos mais recolhidos do que é habitual. Este último ano e meio foi andar muito na estrada. Queremos fazer o que a nossa intuição e as nossas jams nos ditarem. Obviamente que não nos queremos repetir, agora temos mais percepção daquilo que queremos ou não fazer. O Fetus in Fetu serviu e ainda serve para nós tirarmos conclusões, e a própria estrada também..
No concerto de hoje haverá surpresas, ouvimos falar de qualquer coisa nesse sentido.
Será um concerto especial, existirão aspectos diferentes no evento que vai desde merchandising até a uma possível interacção mais forte entre nós e o Nuno.
Os Indignu foram uma das bandas barcelenses na linha da frente da 'nova capital do rock'. Como é que vocês, como parte integrante, vêem isso? Qual ideia têm?
Acho que devemos ver sempre de fora... porque em Barcelos de dentro não se vê nada.
o que quero dizer é que esta nova vaga tem mais visibilidade em Lisboa ou em Évora do que no próprio burgo. De qualquer das formas, os dados voltam a estar lançados como estiveram nos anos 90. Agora não lhe chamar-lhe-ia Seattle. Talvez Chicago... tudo sombrio pelas ruas, mas no fim de contas há uma cena.
Para terminar, tanto no panorama nacional ou internacional, que bandas andam a ouvir? Que nomes ouvem quando viajam em tour?
Ora na carrinha ouve-se um pouco de tudo... de Khuda a Led Zeppelin passando por Mono. Year of no light temos ouvido muito também. Numa outra direcção agrada-nos muito também Beirut, Long Way to Alaska ou Texas Killer bee Queen, o novo projecto do Nuno Rancho.
Algo que queiram dizer para levar as pessoas até ao Kastrus River Klub hoje à noite.
É sempre bom ver o Rancho em palco... não desperdicem. Quanto ao concerto, será certamente fruto daquilo que damos sempre em palco, o máximo.
Labels: Fetus in Fetu






0 Comments:
Post a Comment
<< Home